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AN INSPECTOR CALLS

10867482_oriEste é um drama de suspense de 1954, em preto e branco, mas com um roteiro surpreendente. À medida em que os fatos vão ocorrendo, vamos ficando cada vez mais intrigados e com isso presos ao enredo. Lembra os filmes de Hitchcock pela engenhosidade, pelo ritmo e pelo mistério que vai se formando, mérito do ótimo roteiro adaptado (de obra literária). O filme é ambientado em 1912, quando um jantar de família da classe alta é subitamente interrompido e a ação toda poderia se passar em um teatro, pois existe praticamente um cenário único, mas nesse caso apenas poderia haver menção à personagem e não as cenas que o filme apresenta como flash back – privilégio da sétima arte. Chama a atenção a força do conjunto todo (roteiro, fotografia, elenco, direção…), assim como a beleza e o porte de princesa da atriz Eileen Moore. Talvez o problema do filme seja que a partir de certo ponto o roteiro pareça inverossímil, até meio surrealista. Mas aqui o surrealismo está a serviço de algo maior: a discussão sobre a ética e sobre o comportamento humano (o filme até parece sugerir uma ética diferente para a geração mais velha). E a fragilidade do ser humano em admitir e enfrentar seus erros aparece bastante enfatizada na parte final, quando o filme deriva para uma última e inesperada cena, que deixa um ponto de interrogação e margem a saborosos debates. 8,0

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